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Andrés
Sanhueza R. - Chief Winemaker da Viña Santa Ema
No
dia 9 de agosto último, no restaurante Fasano, São
Paulo, a Viña Santa Ema realizou uma degustação
vertical do seu rótulo ícone Catalina Gran
Reserva Premium, um corte de características bordalesas.
A
degustação foi conduzida pelo enólogo
chefe da Santa Ema, Andrés Sanhueza, que, à
medida que as safras foram degustadas, explicou as particularidades
de cada uma: 1998, 2001, 2003, 2005, 2006 e 2007.

O
serviço de vinho foi coordenado pelo Manoel Beato,
simplesmente o maior sommelier brasileiro.
Os
vinhedos da Santa Ema são antigos: os de Cabernet
Sauvignon e de Merlot têm 40 anos, os de Cabernet
Franc têm 35 anos e o de Carmenère, mais novo,
15 anos.
Como
trabalho de enologia, cada variedade é vinificada
e passa 10 meses em barricas de carvalho francês,
período no qual se faz um acompanhamento da evolução
individual. As evoluções dos vinhos são
avaliadas e interferem na hora de se estabelecer a composição
varietal do corte. Uma vez cortado, o viho passa mais 4
meses em barricas de carvalho francês, também
de primeiro uso.
O
Catalina 1998 tem composição diferente dos
demais, porque fez parte de uma seqüência de
aplicação de um corte bem bordalês,
com 70% de Cabernet Sauvignon, 15% de Merlot e 15%¨de
Cabernet Franc. Com uma cor ainda bem marcante, reflexos
levemente atijolados, apresenta um nariz muito elegante
em uma mescla de café, caixa de charutos e ameixa
preta. Na boca um toque mineral trazido do solo, café
e ameixa, taninos redondos e acidez muito agradável.
Corpo médio e retrogosto muito bom.

Catalina
Gran Reserva Premium 1998 - campeão da noite - rótulo
assinado pelo Enólogo.
O
Catalina 2001 tem composição dentro de uma
nova proposta enológica que substituiu o Merlot pelo
Carmenère, cuja colheita mais tarde, permite alcançar
uvas de grande qualidade e vinho de grande expressão.
Assim, o corte passou à seguinte composição
média: 75% de Cabernet Sauvignon, 18% de Carmenère
e 7% de Cabernet Franc. Cor intensa, nariz apimentado, com
tons de erva doce, ameixa preta e azeitona verde. Boca mais
taninosa, embora bem agradável, com predominância
de ameixa preta e pimenta negra, acidez muito equilibrada,
corpo médio e final de boca longo e muito bom.
O
Catalina 2003, com aproximadamente a mesma composição
do 2001, mostrava-se bem colorido. O nariz foi abafado por
um tom de madeira do tipo armário fechado que não
se mostrou atraente. Na boca, além da aspereza, o
toque de armário de madeira fechou sobre as frutas
pretas e o apimentado que tentavam submergir. Taninos não
totalmente amadurecidos.
O
Catalina 2005, mesmo corte, cor mais forte, nariz complexo
com sutis toque cítricos, erva-doce, cassis e ameixa
preta. Na boca era sensível uma adstringência
mais presente, embora muito interessante e apropriada, muito
redondo com um frutado de cereja e ameixa preta, acidez
correta e final de boca muitíssimo agradável.
O
Catalina 2006, mesmo corte, cor escura, nariz mesclando
cassis e pimenta negra, toque de grafite. Na boca um leve
amargor como ponto de desconforto. Tânico e de acidez
equilibrada.
O
Catalina 2007, mesmo corte, cor escura, nariz de frutas
pretas maduras, toque apimentado. Na boca, mais ameixa preta,
leve pimentão verde, taninos incisivos porém
agradáveis, acidez viva e apropriada para a idade.
Persistente.
Fonte:
Sérgio Inglez de Sousa
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